Vamos tratar, hoje, de temas do
cotidiano e que vem monopolizando a atenção nos meios de comunicação. Os
chamados "rolezinhos", gerador de polêmicas, vem assustando muita
gente, sobretudo, frequentadores de shopping centers, aonde vem se concentrando
a prática. Vamos dar nome aos bois. E não se pode fazê-lo sem uma abordagem
mais ampla sobre o contexto atual no Brasil.
Já escrevi aqui que o nosso país,
infelizmente, está em um momento de muita violência, inclusive, de dolorosos
casos de selvageria, não só nas lotadas e desumanas penitenciárias nacionais
como em plena via pública. Mata-se com a maior naturalidade nas cidades. Não
incluo, aí, outras formas de violência, pois tomaria muito espaço. Campos de
futebol, escolas, moradores de rua queimados, vandalismos, gente morrendo nos
corredores de hospitais, etc.
Li alguns profissionais das
chamadas ciências sociais afirmarem que não se deve reprimir os rolezinhos, que
é uma questão de afirmação social e outras justificativas mais. Discordo
integralmente dessa colocação. Afinal, dar um "rolê", na sua origem,
seria "ficar" com alguém, uns "amassos", beijo na boca,
encontro com alguns desses objetivos. Sem entrar na análise comportamental
dessa natureza, seria isso. O que está ocorrendo, porem, descamba para coisas
que não correspondem ao descrito acima. Furtos, vandalismos com vitrines
quebradas, corre-corre, gritaria e até faixas muito bem escritas, demostrando
que a questão tomou outro rumo.
Não acredito em uma sociedade de
progresso e modernidade sem ordem, leis e que tanto as autoridades quanto os
cidadãos devam cumpri-las, respeitando a civilidade. Não se pode buscar uma sociedade
pacífica apoiando qualquer possibilidade de ver cidadãos que não compartilham
dessa ou daquela posição social ou política impedidos do direito de ir e vir ou
de encontrar o respeito à ordem. Se os governantes não tratarem devidamente a
questão teremos que lamentar mais um aumento de selvageria e barbárie.
Vitimizar esses jovens que marcam o que, erradamente, a meu ver, estão chamando
do "rolê", não é saudável, perdendo foco numa solução mais adequada
da situação. O Brasil necessita ter muito cuidado pelos passos que vem dando. A
desagregação social é evidente; a fratura social é quase gritante, acrescentada
pelo fato de termos inflação crescente e pouco crescimento econômico. Forma-se
um caldo de cultura perigoso.
Oração, atitude e reflexão. Nosso
país tem um destino que deve cumprir cheio de luz. Deve evitar a separação
entre irmãos. Deve buscar a aproximação,
não a divisão. Onde isto foi feito, fracassou. Paz também passa pelo
ordenamento das leis, pelo respeito entre todos, pela liberdade com
responsabilidade.
Extraído do blog do estimado irmão Frederico Menezes (fredericomenezes.blogspot.com.br)

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