A quem interessa uma sociedade acuada, com medo e insegura? Esse é o estado da população brasileira. Afinal, segundo os últimos números levantados sobre a violência no Brasil, provenientes dos próprios órgãos governamentais, este ano já teremos atingidos o aterrorizante número de 50mil mortes por homicídios. Isto mesmo. O número já é bem maior do que os mortos do conflito na Chechênia contra a Rússia, da guerra civil no Sudão e no Iraque. Isso sem contabilizar o número de assaltos e estupros, que cresceu, e muito, em relação ao ano anterior.
Causa perplexidade que, em pleno século 21, ainda a sociedade brasileira conviva com algo dessa natureza. Claro que sociólogos e estudiosos outros, mais qualificados para a abordagem do problema, deverão vir à público tratar da questão. Isso não impede que um simples cidadão como eu faça a indagação. Por que convivemos dessa maneira com tal brutalidade? Enquanto isso, desejam ampliar essa violência, aprovando a legalização do aborto. Tanta coisa para fazer e fica-se insistindo em legalizar a retirada da vida do feto, dos espíritos que necessitam nascer para dar prosseguimento à sua evolução.
O nosso país já é uma das sociedades mais violentas da Terra. A cada ano cresce o número da tragédia. Para piorar, o Brasil já é campeão mundial de consumo do "crack" e segundo lugar em cocaína. Não sou mesmo daqueles ufanistas que acham que. como temos a missão de ser coração do mundo e pátria do Evangelho, deve-se ficar aguardando o que as altas esferas espirituais farão para mudar a situação. O que cabe ao ser encarnado fazer, deve faze-lo. Sou otimista, sim, mas isso não me dá o direito de encarar com naturalidade tal descalabro de vida social.
A vida é dinâmica e temos o poder de escolha. Somos livres para o fazer, no entanto, a colheita é obrigatória. Já li até militante de partido político defendendo os mascarados violentos das manifestações de rua, dizendo que representam legítimas forças sociais. Talvez por isso que nossa sociedade é das mais atrasadas, tanto nas aplicações das leis quanto nas relações sociais. Todo país tem problemas e mesmo aqueles que são vistos como verdadeiros paraísos na Terra têm, também, seus tipos de mazela, no entanto, quem já saiu daqui e conheceu outras realidades onde educação, estado cumprindo seus deveres, respeito ao cidadão pontificam, percebe-se a enorme distância que estamos delas (destas realidades).
Sair com a família para um simples jantar é exercício de temor em certas localidades do país. Viajar é não saber se se vai voltar, pelo menos inteiro. A antiga colocação culpando a pobreza já não corresponde aos estudos mais atualizados. Temos ainda muita pobreza, é verdade mas a grande maioria dos pobres é honesta e decente. A questão comporta outras análises e me parece enveredar por questões estruturais, começando com a política. Isso não retira a responsabilidade do cidadão, de cada um de nós avaliar a si mesmo e, dessa maneira, contribuir para a melhoria da sociedade como um todo. Fatores, ainda, como cidades escuras, falta de educação, ausência da lei no sentido de que ela seja cumprida e sirva para todos, combate efetivo as drogas, sobretudo, agindo sobre o nascedouro, incluindo aí, as fronteiras abertas por onde o país é inundado pela cocaína, crack e maconha, concluindo com o terrível mal da corrupção, por si só, um tipo de violência cometido contra toda a população, devem ser levados em consideração.
A análise é complexa, porem, o que posso registrar, amargamente, são os tristes números da indecência. São fatos dolorosos. E contra fatos, não há argumentos. Triste realidade.
Frederico Menezes
Retirado do blog fredericomenezes.blogspot.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário