Na semana passada, li na
edição online da Folha de S. Paulo, uma notícia extremamente
interessante relacionada ao possível encontro da nossa ciência com
vida extraterrestre. Como sabemos, a astronomia já detectou cerca de
900 planetas extrassolares (além do nosso sistema planetário).
Anteriormente, os pesquisadores focavam na possibilidade de encontrar
um planeta com as especificações em sua constituição geológica e
atmosférica semelhante ao nosso mundo para encontrar vida por lá.
Esse artigo que li na Folha de S. Paulo me levou às páginas do
Livro dos Espíritos pois a abordagem sobre o tema é já anunciando,
agora, que os cientistas não acham que para encontrar vida tenha que
se ter as condições da Terra, ou seja, eles já pensam que a vida
pode se desenvolver em outros mundos sem a mesma constituição da
Terra.
Essa conclusão a que os
pesquisadores chegaram, Allan Kardec já havia obtido ao receber dos
espíritos superiores a informação de que os mundos seriam
habitados e não exatamente com a constituição do nosso corpo aqui
na Terra. Nosso mundo é dos maios atrasados, tanto em inteligência
quanto, principalmente, em moral. Da mesma maneira que encontramos
vida que respira enxofre e amônia nos vulcões e seres que respiram
embaixo d'água, por que Deus não equiparia os infinitos mundos com
outras condições para a proliferação da vida? A pretensão da
vaidade terrestre de que seríamos referencias em termos da
manifestação da vida precisa desaparecer e isso já teve início.
Se aqui precisamos de
oxigênio, hidrogênio e carbono para elaborar nossos corpos e
respirarmos, nada impede que outras formas de vida tenham se
desenvolvido por outros caminhos. O que para o ser humano é veneno,
para outras espécies, inclusive, inteligentes, pode ser
perfeitamente adequado. E vice-versa. Há infinitas estradas,
caminhos inesgotáveis para a grandeza da vida.
Da mesma maneira, na
mesma direção dos avanços da ciência, quando lemos cientistas
afirmarem que 95% da matéria do universo não é vista, nem
detectável pela aparelhagem humana, recordamos, de novo, o Livro dos
Espíritos, quando nos diz, em uma de suas respostas, relativa a
existência do vazio no espaço: "O vácuo não existe. O que
pensais estar vazio encontra-se preenchido por matéria em forma que
não é detectável por vossa aparelhagem". Mais direta,
impossível. Esta resposta fora dada no século 19. Agora, início do
século 21, os cientistas falam da matéria escura, aquela que não
se vê com nossas aparelhagens e da qual quase nada se conhece, a não
ser a sua existência e algo do efeito que provoca no equilíbrio da
matéria visível (galáxias, estrelas, planetas, etc).
Como planejado e
esperado, estamos chegando a grande verdade. Até o final deste
século assistiremos muitas descobertas referendando, mais ainda, o
pensamento espírita. Falta pouco.
Frederico Menezes
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