quinta-feira, 18 de abril de 2013

Conheça a história que levou ao Dia do Livro Espírita



Foi num sábado de primavera, na Galeria d'Orleans, no Palais Royal, em Paris, aos 18 de abril de 1857,  que Allan Kardec publicava sua primeira obra: "O Livro dos Espíritos". Era um marco para o início de um novo momento para a evolução espiritual da humanidade. No plano espiritual, a equipe formada pelos Espíritos Superiores encarregados da nova revelação, sob as ordens de Jesus, mobilizava-se para que, a partir daquele século 19, a verdade consoladora fosse organizada, consolidada e divulgada. O primeiro passo havia sido dado. Surgia uma filosofia com bases científicas e consequências morais.

No Brasil, porém, esse livro demorou a chegar. Os que tinham acesso às obras de Allan Kardec eram, geralmente, intelectuais que conheciam o idioma francês. Além disso, naquele século, a maioria da população brasileira, descendente de escravos e índios, era analfabeta. Enquanto a Europa ainda vivia o século das luzes, o Brasil ainda estava no século das cruzes.
Os intelectuais  que se dedicavam ao estudo da Doutrina Espírita, perdiam-se em polêmicas e a Doutrina Espírita corria o sério risco de ficar restrita somente entre os mais intelectualizados. Por outro lado, a Igreja havia proibido, por lei, a prática do Espiritismo.

Mas, o estabelecimento da Doutrina Espírita era projeto para mais de um século. Em 1831 reencarnava, no Brasil, Adolfo Bezerra de Menezes, com uma tarefa missionária: conciliar e consolidar a Doutrina Espírita no território brasileiro.  Sua tarefa se confirmou ao assumir, em agosto de 1895, a presidência da Federação Espírita Brasileira (fundada em 1884).

Nessa mesma época, a Livraria Espírita, em Paris, de propriedade da viúva do Sr. Allan Kardec, entra em liquidação por absoluta falta de recursos financeiros. Não havia interessados em manter a tarefa de divulgação espírita. Foi assim que, em 15 de novembro de 1897, o Sr. Leymarie, responsável pela continuidade do trabalho de Kardec, concede, gratuitamente, à Federação Espírita Brasileira, o direito de publicar, em português, todas as obras de Kardec, com o compromisso de manter fidelidade aos originais. Bezerra de Menezes foi o responsável por essa transação. Transferia-se, assim, para o Brasil, a tarefa de continuar a propagação da Doutrina Espírita. Na França daqueles anos, a tarefa espírita havia chegado ao fim, com a desencarnação da viúva de Kardec e do Sr. Leymarie e o fechamento definitivo da Livraria.

No Brasil, a Espiritualidade Maior continua com seus projetos. Após a desencarnação de Bezerra de Menezes, eis que reencarna, em 2 de abril de 1910, no interior de Minas Gerais, um espírito evangelizado, com uma tarefa especial: popularizar a Doutrina Espírita, comprovando a existência do mundo espiritual e a comunicação entre encarnados e desencarnados. Reencarnava, em solo brasileiro, Francisco Cândido Xavier.

Ao longo de seus 92 anos de existência, 75 deles dedicados à mediunidade e ao livro espírita, Chico Xavier psicografou, segundo a Federação Espírita Brasileira, 412 obras. Mas o que impressiona não é somente a quantidade mas sim os inúmeros exemplos e testemunhos que ele nos deixou, comprovando a existência dos espíritos e da realidade espiritual.

Não sabemos se tivemos a honra que tiveram  os judeus, de viver, no mesmo local e na mesma época em que Jesus viveu. Também não sabemos se tivemos uma existência na mesma  época e local em que Kardec viveu e organizou os ensinamentos dos Espíritos.

No entanto, a Misericórdia Divina sempre nos proporciona oportunidades para nos aproximarmos da mensagem de Jesus e da verdade. Assim é que reencarnamos no mesmo século em que Chico Xavier viveu; estamos no mesmo país e bem próximos dos locais onde ele viveu. Se não pudemos conhecê-lo pessoalmente, temos o acesso aos livros que ele nos deixou, há vários vídeos e filmes sobre sua vida.

E nós, o que estamos aguardando para abraçar, definitivamente, a causa espírita? Quantos séculos ainda aguardaremos para vivenciar a mensagem consoladora de Jesus, ampliada de maneira tão maravilhosa, pela Doutrina Espírita? O caminho já temos: o livro espírita!

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