Os meios de comunicação do Brasil noticiaram, na semana que passou, que o Conselho Federal de Medicina apoiou que seja introduzido no novo Código Penal Brasileiro, a ser aprovado pelo Congresso Nacional, que o aborto seja feito sem necessidade nem mesmo de atestado médico que confirme a incapacidade da mulher em ser mãe, ou seja, até o terceiro mês de gestação, a mulher que não desejar a criança, poderá fazer o aborto. É emblemático que um conselho de uma classe que fez o juramento de Hipócrates, de defender e salvar vidas, apoie que esta seja dizimada no útero materno. Ou os médicos acham mesmo que um feto de três meses não tem vida? ou acreditam os religiosos que apoiam este pensamento que um bebê de três meses na vida intra uterina não tem alma ?
Há muito que estas ideias vêm sendo construídas dentro de sindicatos e universidades, numa construção cultural para que um dia vire norma. E neste nosso espaço tenho postado à respeito de uma estratégia de se conseguir, aos poucos, aquilo que a sociedade já rejeitou: a legalização do aborto sem qualquer motivo, simplesmente por vontade (ou não vontade) de se ter um filho gerado. Já expus, também, que imagino as dores que acometem muitas das nossas irmãs que realizam o aborto, isto comprovado pelos fatos, face aos dramas de consciência pela violação ao claustro sagrado, promotor da vida. E isto sem falar nos processos obsessivos desencadeados pelo ato. E não são poucos.
Sofrem, sim, as mulheres por esta violação. E o presidente do Conselho Federal afirmou, nos jornais, que o órgão enxerga na legalização um direito natural da mulher ao seu corpo. Uma visão simplista, que não contempla outros ângulos da questão. E principalmente por que a visão da medicina oficial não enxerga o espírito. Seríamos apenas um corpo de carne regido por uma química ao acaso.
Já tratamos bastante sobre o assunto. E já expusemos nossas convicções. Esperemos em Deus que o Alto inspire nossos políticos, as pessoas envolvidas, para que não coloquemos sobre os ombros de nosso país tal fardo, tal conta, que a vida irá cobrar, tanto individualmente, quanto em termos da coletividade.

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