Fenômenos preocupantes se
generalizam, em toda parte, na esfera educacional, quando percebemos o quanto
os veículos de informação de massa, na sua múltipla variedade, têm conseguido
influir na forma de se conduzir a prole.
Pouso são os pais, na estrutura
social da atualidade, que se têm detido a meditar sobre os caminhos
educacionais em que trafegam seus filhos.
Bem poucos, ainda, hão se
preocupado em desenvolver uma normativa comportamental que os norteie perante a
necessidade de orientarem seus filhos.
Grande número mesmo apoia-se na
moda em vigor.
Se na televisão aparece, os
pequenos fazem e usam.
Se no rádio anuncia, os rebentos
compram ou recebem.
Se as revistas ilustram, é porque
é bom... e assim por diante.
De outro modo, os vizinhos orientam
dessa ou daquela maneira os seus, assim, igualmente, conduziremos os nossos,
para que eles não fiquem diferentes.
Levamos nossos pequenos, de
acordo com a moda e, o que é mais grave, com a moda dos outros, como se os aos
outros devêssemos imputar as responsabilidades que são nossas.
Parece óbvio que ninguém
precisará manter-se na “idade da pedra”, relativamente a vários usos sociais.
Ninguém estará impedido de
acompanhar uma ou outra moda, em qualquer época, contudo, quando pensamos em
educação, não poderemos admitir que ela possa ser feita longe dos processos de
análise das coisas, daquilo que serve ou não.
Grave é que em tudo isso a
criança torna-se a grande vítima da incoerência dos adultos, que bastas vezes
se deseja realizar, de modo doentio, através das crianças.
Urge um pouco mais de atenção,
quando envolvidos nos compromissos educacionais.
Raul Teixeira, pelo espírito Thereza de Brito. Do livro Vereda Familiar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário