quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cuidemos das crianças



Fenômenos preocupantes se generalizam, em toda parte, na esfera educacional, quando percebemos o quanto os veículos de informação de massa, na sua múltipla variedade, têm conseguido influir na forma de se conduzir a prole.

Pouso são os pais, na estrutura social da atualidade, que se têm detido a meditar sobre os caminhos educacionais em que trafegam seus filhos.

Bem poucos, ainda, hão se preocupado em desenvolver uma normativa comportamental que os norteie perante a necessidade de orientarem seus filhos.

Grande número mesmo apoia-se na moda em vigor.

Se na televisão aparece, os pequenos fazem e usam.

Se no rádio anuncia, os rebentos compram ou recebem.

Se as revistas ilustram, é porque é bom... e assim por diante.

De outro modo, os vizinhos orientam dessa ou daquela maneira os seus, assim, igualmente, conduziremos os nossos, para que eles não fiquem diferentes.

Levamos nossos pequenos, de acordo com a moda e, o que é mais grave, com a moda dos outros, como se os aos outros devêssemos imputar as responsabilidades que são nossas.

Parece óbvio que ninguém precisará manter-se na “idade da pedra”, relativamente a vários usos sociais.

Ninguém estará impedido de acompanhar uma ou outra moda, em qualquer época, contudo, quando pensamos em educação, não poderemos admitir que ela possa ser feita longe dos processos de análise das coisas, daquilo que serve ou não.

Grave é que em tudo isso a criança torna-se a grande vítima da incoerência dos adultos, que bastas vezes se deseja realizar, de modo doentio, através das crianças.

Urge um pouco mais de atenção, quando envolvidos nos compromissos educacionais.

Raul Teixeira, pelo espírito Thereza de Brito. Do livro Vereda Familiar.

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