Fundada em 2 de janeiro de 1884
por Augusto Elias da Silva, a Federação Espírita Brasileira comemora seus
129 anos. Pautada na missão de promover o estudo, a prática e a difusão do
Espiritismo, com base nas obras da Codificação de Allan Kardec e no Evangelho
de Jesus; a prática da caridade espiritual, moral e material, dentro dos
princípios espíritas; e a união
solidária e a unificação do Movimento Espírita, colocando o Espiritismo ao
alcance e a serviço de todos, busca fortalecer, ampliar e aprimorar a ação do
Movimento Espírita em sua atividade-fim, promovendo o estudo, a difusão e a
prática da Doutrina Espírita é o que impulsiona a prática da missão da FEB.
Apontamentos históricos indicam
que a FEB após sua fundação em 2 de janeiro de 1884, passou a funcionar na
residência de seu fundador, Augusto Elias da Silva, na Rua da Carioca no 120
(então Rua de São Francisco de Assis), para em seguida começar constante
mudança de endereço.
Sucessivamente instalou-se na Rua
da Alfândega, 153, em 1884; na Rua do Hospício ns. 147 e 102, nos anos de 1886
e 1887; na Rua do Clube Ginástico nº: 17, atualmente Rua Silva Jardim, em 1888.
Ainda em 1888 mudou-se para a Rua do Regente, 19, hoje Rua Gonçalves Ledo,
mediante módico aluguel; em 1890 passou a ocupar o 2º andar do prédio no 83 da
Rua Camerino, então Rua da Imperatriz; com o aviso do senhorio, exigindo a
desocupação do prédio, transferiu-se, em 1891, para um pequeno sobrado no Largo
do Depósito no. 56, hoje Praça dos Estivadores, local que não comportava os
móveis e a biblioteca, sendo encaixotados todo o arquivo e material tipográfico
do “Reformador”. Começa então uma fase angustiosa, sob a Presidência do Dr.
Dias da Cruz. Muda-se para o 2º andar da Rua da Alfândega nº 342, depois 330,
em 1891.
Com a Revolta da Armada, de
setembro de 1893 a março de 1894, intensificou-se a deserção e praticamente
ficaram suspensas as atividades. Em 1895 a crise chegou ao auge, com a as
dificuldade financeiras da Sociedade, quando os poucos remanescentes recorreram
a Bezerra de Menezes, como último recurso para evitar a dissolução completa.
Adolfo Bezerra de Menezes assume,
então, a presidência, eleito em 3 de agosto de 1895 e começa o trabalho de
reconstrução, imprimindo à Instituição a orientação doutrinário-evangélica na
qual ela se manteve firmemente até nossos dias. Equilibrou a situação
financeira, para atender aos encargos e serviços e reorganizou todos os
trabalhos da Casa.
Da Rua da Alfândega, transferiu-se
para a Rua do Rosário no. 141, em 1899, e depois para o nº 133, antigo 97 da
mesma rua, em 1903, de onde só sairia para sua sede própria, construída na
Avenida Passos ns. 28 e 30.
Desde o “Grupo Confúcio”, fundado
em 1873, com duração aproximada de seis anos, delineava-se a futura Casa de
Ismael. A esse Grupo pertenceram, entre outros, o Dr. Siqueira Dias, Dr.
Bittencourt Sampaio, Dr. Antonio da Silva Neto, Dr. Joaquim Carlos Travassos,
Prof. Casimir Lieutaud.
Ao “Grupo Confúcio” seguiu-se a
Sociedade de Estudos Espíritas “Deus, Cristo e Caridade”, fundada em março de
1876, com programação francamente evangélica estampada em seu próprio nome e
cumprida até 1879. Paulatinamente, todos os grupos
afinados com a filiação ideológica Espiritismo-Evangelho foram-se reunindo em
torno da Federação Espírita Brasileira, consolidando-se com Bezerra de Menezes,
de 1895 em diante, toda a diretriz sintetizada na verdade “Deus,Cristo e
Caridade”.
O “Grupo Ismael” (Grupo de
Estudos Evangélicos do Anjo Ismael) funciona desde 15 de julho de 1880, fundado
por Antonio Luís Sayão e Bittencourt Sampaio. Posteriormente vieram Bezerra de
Menezes, Frederico Júnior, Domingos Filgueiras, Pedro Richard, Albano do Couto
e outros companheiros vindos de diversos núcleos. Acedendo Bezerra de Menezes
em aceitar a Presidência da Federação, em 1895, o “Grupo Ismael” acompanhou o
apóstolo, apoiou-o na direção da Casa e integrou-se nela.
A primeira Diretoria da Casa,
eleita em 2 de janeiro de 1884, ficou assim constituída: Presidente, Major
Francisco Raimundo Ewerton Quadros; Vice-Presidente, Manoel Fernandes Figueira,
Secretário, João Francisco da Silveira Pinto; Tesoureiro, Augusto Elias da
Silva; e Arquivista, Francisco Antonio Xavier Pinheiro.

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